Quinta-feira, Agosto 17, 2006

 

Para o norte com Amor

"Hoje de manhã, na estação de trem de Tel Aviv, via-se muita gente de mala e cuia. Qual não foi minha surpresa quando, no guichê, soube que a passagem era grátis para os moradores do norte voltarem pra casa. O bilhete diz assim: "latzafon beahava" (para o norte com amor). Como um gesto pequeno desses faz toda a diferença! Fiquei emocionada."

Tamara Rothstein

Quinta-feira, Julho 27, 2006

 

O pianista


Ao ver a casa destruída, a reação foi...Tocar.

 

Turnê In Bunker












Infelizmente, o dito popular "quem canta seus males espanta" não pode ser encarado ao pé da letra nesta guerra. Muitos músicos israelenses, porém, o tomaram de forma metafórica e decidiram que seria esta a sua maneira de serem solidários com os moradores da região norte do país.

Num projeto junto ao jornal Iedioth Aharonot, músicos como David Broza , Rita e Subliminal realizaram apresentações virtuais em diversos abrigos subterrâneos, onde há mais de duas semanas tornaram-se casas para muita gente.

Alguns grupos de rock participão do projeto com apresentações reais, fazendo o que poderíamos chamar de uma "Turnê In Bunker". Artistas como Ierami Kaplan e o pessoal da banda Eifo Haielet, apresentaram-se "de improviso" em diversos abrigos subterrãneos perto da fronteira com o líbano, num gesto sem dúvida solidário e sensivelmente familiar.

De todas as canções que escutei elegi a do David Broza como minha preferida, uma homenagem as crianças desabrigadas do norte de Israel, entitulada "Relâmpagos e Trovoadas". Numa bem humorada melodia, no melhor estilo "Folk" americano, ele fala sobre os medos infantis ao escutar o som de uma trovoada ou observar o reluzir de um relâmpago. Bela alusão aos novos sons e luzes celestes da atualidade.


Confira a canção de David Broza


Domingo, Julho 23, 2006

 

E no Hotel das Nações Unidas...


Sexta-feira, Julho 21, 2006

 

Entre vistas

O texto "Haifa vista daí" não deve surpreender a quase nenhum leitor. Pelo menos àqueles leitores que daí lêem e que não fogem das fontes informativas locais. É triste, mas o jornalismo apelativo vende mais.

O texto "Haifa vista daqui" relata momentos de tensão que vivi na última sexta-feira, após ter sido pego de surpresa pelo toque ensurdecedor das sirenes de Haifa.

Sintam-se a vontade para elogiar, criticar, ou até mesmo "bombardear" este espaço com seus comentários. Só não esqueçam: do lado de cá bombardeio não dói.


 

Haifa vista daqui

A sirene soa forte. Um ruído agudo e ressonante capaz de ativar de forma instantânea as células do pânico, se é que tais células existem. Resta apenas 1 minuto para chegar a um lugar seguro. O relógio biológico é acionado para contar o tique-taque: cinqüenta e nove, cinqüenta e oito, cinqüenta e sete, ... Corro para o subterfúgio mais próximo rezando para não escutar o "boom" no meio do caminho. Ao chegar na lavanderia abrigada, sento-me e aguardo o meu primeiro "boom". Como será? Quão forte será? A quantidade de perguntas que passam pela cabeça é imensurável.

(na ausência de guerra, aproveitaram o subterfúgio para instalar uma lavanderia para os estudantes)

"Desta vez soou muito forte", diz um dos companheiros de abrigo. "Deve ter caído bem próximo" diz outro companheiro, ambos mais experiente do que eu no assunto, pois estiveram durante toda a semana em Haifa. A sirene é interrompida e aguardamos entreolhando-nos na expectativa de mais um Katiusha. O calor úmido e o cheiro de "fechado" no abrigo incomodam. A ausência de booming por um minuto é suficiente para querer voltar à casa, ligar a TV e constatar que o local atingido fica justo ao lado do Shuk. Não fora o estado de alerta é bem provável que estaria lá, fazendo as minhas compras de frutas e verduras para o Shabat.

Foram no total 7 booming. Alguns ouvidos de dentro do abrigo, alguns não.

She ihe lanu shabat shalom (que tenhamos um sábado de paz).

 

Haifa vista daí

A cidade amanhece calma. Escuta-se de longe o som da artilharia israelense em mais um dia de impiedosos ataques ao sul do Líbano. Após uma semana a pergunta que não cala: "Que mais há para destruir no país vizinho?".

Poucos veículos circulam pelas ruas de Haifa. Pouca gente caminhando pelas calçadas. A população aproveitou a guerra e foi passear pelo sul do país. Visitar amigos ou familiares distantes, se divertir no Merkaz (região central). Alguns devem ter ido até Eilat, curtir um pouco do verão escaldante do meio oriente nessas férias repentinas.


As demais cidades ao norte de Israel também estão paradas. Não passa de um excesso de precaução, claro. A sirene que soa volta e meia em uma destas cidades é suave, melodiosa. Toca Wagner, em uma de suas óperas feitas sob encomenda para a raça ariana: Ao soar a sirene, os cidadãos daquela localidade pacificamente se deslocam para um abrigo subterrâneo climatizado e arrumado com sofás confortáveis e TV a cabo. Resta apenas escolher o canal e pronto: pode-se desfrutar da transmissão ao vivo para saber aonde foi parar o último projétil lançado pelo Hizbula. O "boom" ecoa distante, sempre distante.


Fatalidades do lado israelense são por descuido civil.

Fatalidades do lado libanês são por descaso ao civil.


Quinta-feira, Julho 20, 2006

 

BakbuK

Por que BakbuK e não GlubGlub ou alguma outra onomatopéia associada ao derramar d'água?

A sonoplastia de bak-buk traz à tona a idéia de ação e reação. O que for publicado tem como objetivo gerar alguma polêmica, mesmo que em muitas vezes a reação seja apenas o silêncio.

Nosso Cérebro Garrafa (definido na descrição deste blog) sucumbe diante de tanta informação. Minha proposta é alargar o gargalo e deixar escoar o entulho. Ora em bagulho, ora em orgulho. Só não vale tapar o fundo da garrafa...

Bakbuk significa garrafa em hebraico.


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